segunda-feira, janeiro 12, 2026
2ª feira da 1ª semana do Tempo Comum (12 janeiro)
Vinde comigo e farei de vós pescadores de homens.
(cf. Mc 1, 14-20)
Jesus é o cumprimento do tempo da salvação.
Termina João Batista e começa Jesus com novo apelo:
“arrependei-vos e acreditai no Evangelho”!
É uma missão que não deve parar,
por isso, Jesus começa logo por chamar discípulos.
Ele quer fazer pescadores de pessoas,
que saibam
arriscar no alto mar
e enfrentar
ventos e ondas contrárias.
O mundo
é um oceano onde navegam as barcas dos Apóstolos.
Não são cruzeiros
para fazer turismo
e passar
o tempo a ver o tempo a passar.
São barcos-escola
de pesca,
onde o
Mestre ensina a pescar pessoas,
a entrar
nesta rede de comunhão de amor,
e a deixar-se
escolher e chamar para aprender a pescar.
A Igreja
é um barco que pesca para alimentar
um povo faminto
de sentido e de esperança.
A Igreja
é um barco que comanda os pescadores,
por meio
dos pastores de turno,
que só
são pastores se pescam
e
ensinam a pescar pessoas para Cristo!
Senhor
Jesus, obrigado pelo teu chamamento a seguir-Te
e a
aprender a pescar pessoas para Deus.
Perdoa
as vezes que tenho medo de me fazer ao largo,
com receio
de me perder quando há ondas contrárias.
Perdoa
as vezes, em que em vez de pescar me estendo ao Sol,
comendo o
peixe que paguei para outros pescarem.
Perdoa
as vezes, em que prefiro pescar em lagos tranquilos
ou em
viveiros exíguos, em vez ir mar adentro.
Faz da
nossa Igreja uma barca missionária!
domingo, janeiro 11, 2026
Domingo, Batismo do Senhor ( 11 janeiro)
Logo que Jesus foi batizado, abriram-se os céus e Jesus viu o Espírito de
Deus descer. (cf. Mt 3, 13-17)
Jesus, o Santo, aceitou ser Servo de Deus
e aceitou tomar os nossos pecados como seus,
colocando-se na fila dos pecadores do batismo de João.
Esta atitude de expiação e amor abriu os céus
e o Céu ungiu-O com o Espírito Santo
com a declaração de amor do Pai:
“Este é o meu Filho muito amado!”.
O que acontece hoje quando se é batizado?
Vem o fotógrafo para digitalizar o momento,
abre-se o restaurante onde os convidados se reúnem,
e o banquete começa a ser servido com abundância.
E as promessas feitas na celebração,
esquecem-se rapidamente;
e o caminho para a Igreja ganha mato,
tanto da parte dos pais como dos padrinhos.
Foi uma cena de teatro como muitas outras!
Senhor Jesus, obrigado porque assumistes os nossos pecados,
e nos abristes o Céu com o teu Batismo no Jordão.
Obrigado pelo dom do nosso Batismo e do teu Espírito,
adotando-nos como teus irmãos
e ensinando-nos a ser filhos de Deus.
Espírito Santo, sê a luz dos nossos passos,
para que, olhando para Jesus e escutando a sua vida,
possamos viver com alegria a tua unção de santidade.
sábado, janeiro 10, 2026
Sábado depois da Epifania, S. Gonçalo de Amarante
O amigo do esposo sente muita alegria ao ouvir a
sua voz. (cf. Jo 3, 22-30)
Jesus é o Esposo que Deus nos dá,
como sinal do seu amor por nós.
Ir à sua frente, sob a luz da sua Voz,
é a alegria verdadeira de João Batista, o precursor.
Ele não quer ser eclipse d’Aquele que ele anuncia,
e por isso, acolhe com naturalidade
que Jesus cresça e ele diminua.
É a dinâmica do reino de Deus
a fazer-se aliança e fidelidade ao projeto de Deus.
Vivemos numa sociedade de competitividade.
Ninguém quer ficar para trás nem perder a primazia,
e é com sofrimento que as limitações naturais da idade,
nos vão tornando dispensáveis e dependentes.
É uma sabedoria que vem de Deus,
saber deixar que outros cresçam e nós diminuamos.
É uma tentação querer ser messias e salvador,
quando não passamos de enviados a preparar o caminho
para que o verdadeiro Messias possa ser acolhido.
Senhor Jesus, obrigado porque queres ser esposo da humanidade,
sacramento de uma aliança imperfeita que queres purificar.
Obrigado, porque desces a nós para seres nosso amigo.
Espírito Santo, dá-nos o dom de sermos amigos do Esposo
e abre o nosso coração à sua Voz,
para que tenhamos os mesmos sentimentos do Esposo
e alarguemos o nosso amor a todos aqueles que Jesus ama.
S. Gonçalo de Amarante, ponte de dois amores,
roga por nós, para que saibamos amar a Deus e aos irmãos.
sexta-feira, janeiro 09, 2026
6ª feira depois da Epifania (9 janeiro)
Jesus estendeu a mão e tocou-lhe, dizendo: «Eu
quero; fica curado». (cf. Lc 5, 12-16)
Jesus é a epifania da vontade salvadora de Deus.
Ele quer curar as nossas lepras, as nossas cegueiras,
as nossas surdezes, as nossas dificuldade de andar.
Ele toca o nosso pecado, não para ficar contagiado,
mas para nos purificar e curar a nossa fé.
Ele não procura sucesso, nem fama,
por isso, afasta-se para lugares desérticos para escutar o Pai
e interceder pela fragilidade humana.
Os meios de diagnóstico permitem conclusões médicas,
que dispensam o diagnóstico do toque.
Muitas das consultas são feitas, com o monitor à frente,
sem que o doente sinta que foi visto, ouvido e tocado.
É uma tentativa de diagnóstico à máquina
e não à pessoa que se sente fragilizada e medrosa.
Às vezes fica difícil de o dente perceber
que o médico o quer curar e acolher na sua aflição.
Bendito sejas Jesus, que caminhas connosco
e Te tornas acessível para poderes tocar as nossas aflições.
Bendito sejas, porque não tens medo nem nojo de nos tocar,
mas corajosamente e sem luvas, nos tocas a acarinhas,
como irmão e médico, que nos ama como amigo e salvador.
Bendito sejas, pelos sacramentos que nos curam
e nos fazem sonhar a esperança de um dia sermos santos.
Faz nós uma Epifania do teu amor e proximidade redentora.
quinta-feira, janeiro 08, 2026
5ª feira depois da Epifania (8 janeiro)
Jesus voltou para a Galileia, com a força do
Espírito. (cf. Lc 4, 14-22a)
Jesus de Nazaré é o ungido pelo Espírito Santo.
Ele é o enviado do Pai a cumprir as escrituras,
Pois a sua vida é um Ámen à missão de Deus.
A sua boca manifesta a esperança da graça
que se faz boa nova aos pobres,
libertação aos oprimidos, cura aos doentes,
perdão aos pecadores, salvação aos condenados.
Ele é a Palavra encarnada do Pai por meio do Espírito Santo.
Às vezes andamos à deriva, ao sabor dos ventos,
dos impulsos, das miragens, do poder, do prazer e da moda.
Muitas vezes não somos projeto, mas circunstâncias,
como algas ao sabor das ondas, sem rocha onde nos fixar.
A santidade significa ter raízes profundas,
convicções claras, respirar alento divino,
comprovado pela Palavra de Deus e o agir de Cristo.
Isto chama-se profecia e seguimento de Jesus.
Senhor Jesus, ensina-nos a abrir ao Espirito
e Nele confiar as nossas vidas,
como criança que se sabe amada pelos pais.
Espírito Santo, ilumina os nossos passos,
para que as trevas não nos confundam,
nem caiamos em precipícios enganadores.
Sê, Senhor da graça, o nosso caminho seguro,
que nos conduz à vida, ao amor e à eternidade.
quarta-feira, janeiro 07, 2026
4ª feira depois da Epifania (7 janeiro)
Ao ver os discípulos cansados de remar, foi ter com eles. (cf. Mc 6, 45-52)
Jesus é a compaixão na oração pelos seus discípulos
O seu coração está com o Pai e com os seus discípulos,
cansados de remar contra os ventos contrários.
Caminha sobre a água e vai ter com eles,
como paz que pazigua e anima a continuar.
Sobe para o barco e o vento amainou,
descobrindo que Quem alimenta os famintos,
anima os discípulos a ser missão profética.
O líder é o que sabe afastar-se
e sabe o momento certo para aproximar-se.
O líder sabe o que quer e guia nessa direção,
mas também conhece os medos e cansaços
daqueles que lidera
e quer fazer crescer na responsabilidade.
Liderar é amar um ideal, criar estratégias,
envolver os colaboradores na missão.
Bendito sejas Jesus, porque rezas por nós
e nunca nos abandonas, mesmo quando nos sentimos sós.
Bendito sejas, Jesus, pelos milagres que nos fazes
cada dia, em cada aflição, em cada aventura.
Às vezes, os ventos contrários são tão fortes,
que entramos em desânimo e talvez revolta,
com vontade de abandonar a missão que nos dás
de ser Jesus no mundo de hoje.
Nós cremos em Ti, mas aumenta a nossa fé!
terça-feira, janeiro 06, 2026
3ª feira depois da Epifania (6 janeiro)
Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-se deles. (cf. Mc 6, 34-44)
Hoje é a Epifania do coração amoroso de Deus.
Jesus não fica indiferente ao que anda perdido,
sem saber para onde ir nem como caminhar.
O olhar de Jesus é coração compassivo,
desafio à partilha de vida e de bens,
graça que se faz pão e peixe, abençoado e repartido.
A solução não é mandar embora,
afastar da vista e confiar no dinheiro,
mas partilharr e dar-se com generosidade e amor.
O agir dos apóstolos não está longe
do agir comum de hoje que de tudo faz serviços pagos.
Em vez de arriscar amar alguém,
pagam-se momentos de prazer;
em vez de cuidar dos filhos ou dos pais envelhecidos,
trabalha-se para ganhar dinheiro
e pagar serviços que cuidem deles;
em vez partilhar com o pobre e o migrante,
mandam-se embora para longe da vista
e que eles se arranjem e sejam explorados.
Senhor Jesus, dá-nos um coração compassivo,
que não olhe evasivo nem indiferente
quem precisa de um irmão amigo e comprometido.
Liberta-nos da tentação de mandar embora
quem nos incomoda e nos tira da nossa zona de conforto.
Ensina-nos a perceber o que significa: “Dai-lhe vós de comer”,
seja nas situações de fome, cuidados sociais ou pastorais.